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"A educação é como uma fonte que nunca seca, quanto mais usada, mais a água fica limpa"
Pe. Gilberto Vaz Sampaio

 

Padre e professor, Gilberto Vaz Sampaio nasceu em um dia de quarta-feira às 9 horas da manhã, do dia seis de janeiro de 1927, na cidade de Amargosa-BA.

Filho de Aldemiro Vaz Sampaio e Acidália Vaz Sampaio era o segundo de uma família de seis irmãos: Maria da Glória Vaz do Amaral, Maria Malita Vaz Carvalho de Sousa, Gildásio Vaz Sampaio, Hilda Vaz Sampaio Oliveira, José Vaz Sampaio e Iraci de Jesus Sousa (irmã de criação).

Viveu sua infância na sua cidade natal, concluindo os estudos primários na Escola Almeida Sampaio.  Deu continuidade aos seus estudos no Seminário Menor de São José em Salvador. No Seminário Central fez seus estudos de Filosofia e Teologia, sendo ordenado Sacerdote na Catedral de Amargosa no dia 15 de junho de 1952. 

Em 1953, assumiu as Paróquias dos municípios de São Miguel das Matas, Laje, Mutuípe. Monsenhor Gilberto, durante toda a sua vida, prestou relevantes serviços por todas as comunidades por onde passou. Sempre respeitando os princípios da Igreja, de maneira passiva, promoveu alternativas para tornar o povo menos sofredor e mais independente.

Na cidade de São Miguel das Matas, Monsenhor Gilberto mobilizou-se, iniciando sua contribuição na organização de movimentos sociais, principalmente entre trabalhadores rurais. Teve uma atuação importante na década de 1960 nos movimentos de organização do povo. Nessa época foi Assistente Estadual da Juventude Agrária Católica. Visto, então, como comunista, sofreu perseguição da polícia, precisando refugiar-se numa fazenda do município para não sofrer as repressões impostas àquela época pelo regime militar.

Ainda em São Miguel das Matas, fundou a Congregação Mariana (1952), mobilizou a comunidade na construção de casas populares para pessoas carentes (1960), e fundou o Colégio Normal (1964) do qual foi o primeiro diretor.

Em 1967, assumiu as Paróquias de Santo Antônio de Jesus, Sant’Ana do Rio da Dona e Aratuipe. Em 1972 fundou o Curso Clássico do Colégio Santo Antônio de Jesus.

Em 1974, recebeu o título de Monsenhor, concedido pelo Papa Paulo VI. Em 1977, residindo em Santo Antônio de Jesus, passou a atuar nas Paróquias de Castro Alves e Rafael Jambeiro.

Em 1º de janeiro de 1982, foi transferido para a Paróquia recém-criada de Varzedo, assumindo também São Miguel das Matas e, posteriormente (em 1986), Amargosa e Elísio Medrado. 

Em 1985 foi nomeado Vigário Geral da Diocese de Amargosa. Foi Diretor Espiritual do Seminário de Amargosa e do Ginásio Santa Bernadete das Irmãs Sacramentinas.

Foi idealizador do plano e líder que mais lutou pela Emancipação Político-Administrativa de Varzedo, ocorrida em 13 de junho de 1989. Além de guia espiritual dessa comunidade, foi o baluarte da educação neste município. Em 1982, implantou o Colégio que, por imposição da comunidade, leva o seu nome e do qual também foi professor. O Colégio Monsenhor Gilberto Sampaio funcionava nos fundos da casa paroquial; hoje Escola de 1º Grau Monsenhor Gilberto Vaz Sampaio. Em 1986, Padre Gilberto fundou o Colégio Estadual Nossa Senhora da Conceição e nesse mesmo ano, um Colégio no meio rural, na comunidade de São Roque, no lugar chamado “Macacos”. Em 2008, ainda fundou em Varzedo a Faculdade de Ciências Educacionais - FACE.

Em 13 de maio de 2008, numa tarde de terça-feira, Monsenhor Gilberto Vaz Sampaio despediu-se da vida terrena, no exercício da sua missão. Foi vítima de um acidente quando dirigia seu veículo em direção ao povo que o esperava para a festa de Nossa Senhora de Fátima na Muritibinha, município de Conceição do Almeida- BA, Paróquia de São José do Andaiá na cidade de Santo Antônio de Jesus-BA. Aos 81 anos de idade e 55 de Sacerdócio, encerrou seus trabalhos no Recôncavo Sul baiano, enlutando a toda uma região com a sua morte.

A máxima expressão do seu ardor missionário está na sua dedicação, por mais de cinco décadas, de forma ininterrupta (jamais aceitou férias, pois afirmava não precisar de descanso já que tinha a graça de fazer o que nunca lhe cansava) ao Sacerdócio e ao povo.

No decorrer desses anos, inúmeras foram as pessoas que recorreram ao seu ministério e ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto. A todos, indistintamente, acolheu. “Monsenhor Gilberto não olhava para o relógio, mas para a necessidade das pessoas. Atendia de dia, de noite, na madrugada e pela madrugada, se preciso fosse”, disse Padre Nelson França, na celebração da missa de corpo presente.

Querido por todos que o conheceram, Monsenhor Gilberto fez da sua vida um admirável testemunho de fé, deixando profundas marcas por onde passou.

 
   
   
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